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A Filosofia Política do "Tacho" PDF Print E-mail
Sexta, 20 Março 2009

fernandorocha.jpgNos tempos da “OUTRA SENHORA” (forma engraçada de falar do regime do Salazar), a palavra “tacho”, para além da sua mais comum significação, de utensílio de cozinha, tinha a outra de bom emprego, arranjado, normalmente, por favor de um amigalhaço ou de um padrinho, de um modo geral, que convivia bem com o regime e que, deste modo, premiava o afilhado. Tendo, assim, como característica, o “tacho”, a de este ser atribuído, independentemente do mérito do seu beneficiário. E havia até uma espécie de campeonato de “tachos” e os seus campeões, sendo um dos mais badalados o Almirante Henrique Tenreiro.

Com o advento da democracia, a 25 de Abril de 1974 (de boa memória a primordial, a genuína), muitos “tachos” foram à vida e os “tachistas”, na generalidade, bem confundidos com os fascistas.  Uns muito bem porque tinham mais “tachos” (eram coleccionadores) do que horas no seu relógio de ouro; bem como tudo faziam para agradar às abencerragens do regime do “Botas”, de Santa Comba, depois substituído pelo Marcelo;  o Caetano, não o ilustre professor, que bem diz  (e por vezes até delicia), na TV, com a sua variada “missa”, ao Domingo e que, também, dá por Baltazar, nome de mago rei.

Fernando António da Costa Rocha, publicado originalmente no Mistura Grossa .

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SECLA: O PONTO E O NÓ DA HIPOCRISIA DA CÂMARA PDF Print E-mail
Sexta, 06 Março 2009
fernando rocha

Em Novembro do ano passado escrevi um artigo (que antecede no blog o presente) que saíu na imprensa caldense,  com o título “ENCERRAMENTO DA SECLA: UMA HISTÓRIA MAL CONTADA”.  Suspeitava eu que o apelo do Sr. Presidente da Câmara,  em Julho feito aos trabalhadores da Secla, para que seguissem o conselho de um advogado de um “sindicato”, que propunha aos mais de duzentos trabalhadores, daquela emblemática fábrica caldense, para que aceitassem uma indemnização por cerca de metade do que a lei estipulava, trazia (o apelo do Sr. Presidente) “água no bico” e escrevi-o, citando as declarações do sr. Dr. Fernando Costa ao “Jornal das Caldas”, de 23-07-08, que dizia, designadamente, que “não sendo o que está previsto na lei, é bastante razoável nos dias que correm …”.

 Paralelamente, também próximo dessa altura (Novembro), fui à Assembleia Municipal, para denunciar, na qualidade de munícipe, a situação, mas não tive o prazer de o dizer na presença do Sr. Presidente, que (por conveniência ou qualquer inconveniência pessoal ou política) da Assembleia se ausentou.

Respondeu à minha intervenção, pois, a Srª. Vice-Presidente, Drª. Maria da Conceição, que por distracção, ou outras razões que a minha razão desconhece, negou o apelo feito pelo seu superior edil (o Dr. F. Costa), para que os trabalhadores aceitassem prescindir de grande parte dos seus direitos, tanto ao do trabalho, como ao da justa e legal indemnização. Acresce recordar que, embora a maioria dos trabalhadores tenha “ido na canção do bandido”, houve treze que ousaram resistir e vencer (!…) ; logo em Agosto, porque tinham a Lei por eles e, não havendo falência declarada, suspeitaram que algo de estranho (golpe, talvez) se passava.

Fernando Rocha, publicado originalmente em Mistura Grossa.

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OPORTUNISMO E CORRUPÇÃO (uma crónica do País da vergonha) PDF Print E-mail
Quarta, 28 Janeiro 2009

fernando rochaNão há palavras para comentar a vergonha que temos de viver num País que é (des)governado por gente sem vergonha!

Se me dissessem há 34 anos, mais coisa menos coisa, quando vivíamos a euforia da libertação que o 25 de Abril foi, que, pouco mais de trinta anos, depois, tínhamos, em democracia, directamente decorrente de “Abril”, esta situação, com quase toda  uma classe política que ocupa o Poder, indiciada nestas graves suspeições de corrupção, eu, sinceramente, não acreditaria.

Há tempos rebentou, com todo o estrondo o caso BPN, enlameando o PSD (e deste especialmente o cavaquismo). Agora temos este caso Freeport, em que, sobre o líder do PS e do Governo, pesam enormes e gravíssimas suspeitas de envolvimento num licenciamento, com alegadas irregularidades e, mais grave ainda, de ter recebido luvas, para o efeito.

Sublinhemos as muito oportunas palavras de Eduardo Dâmaso no “Correio da Manhã”, de 23-1-2009: “o caso Freeport está, como se previa, transformado em mais um cancro do regime … “

Fernando Rocha, Caldas da Rainha, www.misturagrossa.net

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Sr. Ministro, ... PDF Print E-mail
Sexta, 23 Janeiro 2009
Cecília Honório na Bordalo Pinheiro

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, através da deputada Cecília Honório, enviou hoje ao Ministério da Economia e Inovação e ao Ministério da Cultura, um requerimento (em baixo) solicitando esclarecimentos sobre o futuro da Fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha.

Esta iniciativa parlamentar surge após a visita da deputada, na passada terça-feira , às Caldas da Rainha, para se encontrar com os trabalhadores da fábrica, ocasião em que exigiu ao Governo que intervenha, com urgência, através de um plano de reestruturação da empresa que evite o encerramento e salve do desemprego dos 170 trabalhadores.

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Um manguito à Bordalo? PDF Print E-mail
Terça, 20 Janeiro 2009
Pedro SoaresA fábrica Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, herdeira da fábrica fundada em 1884 por Rafael Bordalo Pinheiro, corre o risco de encerrar. Estão em causa cerca de 170 postos de trabalho e um património cultural sem preço. Constitui um dos símbolos do país com reconhecimento além-fronteiras, mas, sob os efeitos da crise internacional, encontra-se à beira da falência.

Na fábrica com o nome do criador do Zé Povinho não se recebe há dois meses. A quebra drástica nas encomendas, sobretudo dos Estados Unidos, determina esta situação. De facto, a precipitação dos problemas parece estar associada, em primeiro plano, à produção de louça corrente, mais massificada, onde escasseiam as encomendas. Porém, o tesouro daquela fábrica encontra-se no núcleo histórico que conserva uma quantidade impressionante de moldes das criações de Bordalo e nos seus trabalhadores que acumularam um saber ímpar.

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"Convido o Sr. Primeiro Ministro a visitar a Bordalo Pinheiro" PDF Print E-mail
Terça, 20 Janeiro 2009
A deputada do Bloco, Cecília Honório, visitou hoje a fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, encontrou-se com os trabalhadores, e exigiu ao Governo que intervenha, com urgência, através de um plano de reestruturação da empresa que evite o encerramento e salve do desemprego os 170 trabalhadores.
Cecília Honório visitou Bordalo Pinheiro

Cecília Honório deslocou-se à sede da empresa e à fábrica, na zona industrial das Caldas da Rainha, onde se encontrou com elementos da comissão de trabalhadores, para se inteirar da situação da empresa.
A deputada defendeu que a fábrica terá de ser reestruturada com base num plano integrado que a torne viável e que avalie a gestão que foi feita, e exigiu uma intervenção urgente do Governo para evitar o encerramento.

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