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Guiado pela mão com jesus eu vou... PDF Print E-mail
Domingo, 07 Dezembro 2008

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Ontem, em Assembleia Municipal, por força da direita e do Presidente da Câmara, Jorge Barroso, o Concelho da Nazaré cedeu um terreno de mais de 2 mil metros quadrados para a construção de uma igreja católica.

Até se pode aceitar. Mas Jorge Barroso considerou-se o iluminado que sabe qual a religião certa para os seus munícipes! Afirmou que "religiões há muito poucas", que grande parte são "seitas como Igreja Universal do Reino de Deus".

O Presidente da Câmara, na mesma Assembleia que defende a entrega de um terreno à igreja católica, afirmou ter recusado emprestar umas máquinas para a construção de um templo Jeová, numa atitude claramente discriminatória.

Para além de quebrar o laicismo a que as instituições do Estado estão obrigadas, ofende a Liberdade Religiosa.
Esta situação não pode passar em claro e merece o nosso maior repúdio.

Mais tarde voltaremos a este assunto e mostramo-vos desde já a declaração de voto em AM.
Mais tarde também falaremos da discussão do Orçamento para 2009 que foi aprovado em mais de 40 milhões de euros, um recorde do Sr. Presidente.

Declaração de Voto

Ao longo da história, particularmente no século passado, as relações de proximidade e quiçá promiscuidade em Portugal, entre a Igreja Católica e o Estado foram imensas.

Para que tivéssemos chegado à situação de independência com respeito entre estas instituições um longo caminho foi percorrido.

A Constituição da República Portuguesa consagra a Laicicidade do Estado e das suas instituições.

Portanto, há que separar as águas. A Câmara Municipal da Nazaré foi contactada por um sacerdote a pedir terreno para uma igreja e a Câmara aceita imediatamente.

Note-se que a cedência do terreno foi aprovada em 5 dias. Mais de 2 mil m2 em apenas 5 dias.

Não sabemos ao certo as intenções para aquele espaço. Será igreja, capela, terá estacionamento ou jardim ou é tudo edifício? Não há projecto sequer.

Mas a verdadeira questão é a da laicidade. A Câmara, laica, não deve meter-se nos assuntos religiosos. Se esta cedência for aprovada assim sem mais nem menos, teremos certamente que repetir o acto para outras religiões instaladas ou que venham a instalar-se na Nazaré. Sabemos da expansão que algumas religiões estão a ter e considero que esta acção abre um precedente inaceitável.

 
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