Mais um passo no caminho da extinção da cristalaria
Terça, 12 Abril 2011

crisform

A Marinha Grande foi confrontada com a notícia “há muito esperada para os que andam menos distraídos” com o fecho do Crisform que vem ditar mais um passo no caminho da extinção da cristalaria, caso Instituto de Emprego não dê continuidade à formação. O encerramento do Crisform, o único centro de formação profissional para a cristalaria do País, é mais uma 'machadada' num sector já débil e que nos últimos anos tem vindo a registar sucessivos fechos de empresas, tornando, cada vez mais curto, o caminho para a extinção.

Contenção de custos levou o Governo a declarar, em Diário da República, a extinção do Crisform.

O Crisform localiza-se na zona industrial da Marinha Grande. Nos primeiros anos da sua existência, em 2000, em instalações provisórias, o Crisform criou as bases do seu funcionamento, e a par das acções de formação, desenvolveu algumas de apoio a empresas.

Hoje, dotado de instalações e equipamentos adequados à formação em todas as técnicas de trabalho no vidro, assume um papel estratégico no desenvolvimento da actividade vidreira, abrindo-se à investigação e treino dos profissionais da indústria e artistas independentes.

Levar a técnica à arte e a arte ao vidro' é o lema do Crisform, que promove o progresso da arte vidreira, aumenta as qualificações dos profissionais do vidro e incentiva a aposta de criadores e artistas no uso dos seus projectos. Mas o que importa verdadeiramente saber é o porquê do Encerramento do Crisform agora? Onde estão os milhões e milhões de escudos e agora euros que foram investidos para uma recuperação do sector? Onde estão e onde vão ficar os trabalhadores do sector vidreiro? O que foi feito á marca MG Glass? Os BE têm batido pela transparência, pelo rigor e pela denúncia destas questões. São respostas que não vêm, nem interessam vir quer da parte dos governos sucessivos, quer dos diferentes executivos autárquicos, quer dos agentes locais e dirigentes do Sindicato Vidreiro quer das sucessivas direcções do próprio Crisform. De há muitos anos a esta parte que se sente um “silêncio ensurdecedor sobre esta matéria. MORREU o VIDRO, tal como sangraram os FORNOS DAS SUAS FÁBRICAS, tal como foram abandonados e desprezados os seus trabalhadores. Fica a lembrança e o património histórico de uma arte que foi obrigada e condenada a morrer.