A LIBERDADE EXIGE PARTICIPAÇÃO
Terça, 12 Abril 2011

arbrimai.jpgFalar de democracia é sobretudo falar num governo do povo, pelo povo  e para o povo. Trata-se de um processo em que a participação cívica ( para quem defende o rigor e a transparência, na tomada de decisões dos poderes públicos) deve ser encarada como uma exigência e uma atitude consciente de envolvimento que deve passar sobretudo pelo voto, mas  ir também  ante e além do voto.

A demissão desta responsabilidade individual, empobrece e desqualifica a democracia, favorece o tráfico de influências, a rede de interesses, os compadrios, a corrupção, torna aqueles que abdicam dos seus direitos, pactuantes com todos os que criticam.

Por isso, é com preocupação que vemos as pessoas a desejar a morte dos partidos e da classe política, para depois, eles mesmos se absterem,  não participarem das reuniões políticas das associações ou grupos que as representam, , sem consciência de que são elas, ao abdicarem da capacidade que têm de pela participação mudar os partidos por dentro, ou mesmo de fundar novos partidos, também culpados do estado a que chegaram as coisas.

Por isso e porque na próxima batalha eleitoral está tudo em jogo tornam-se imperativos o exercício do voto, a mobilização e o envolvimento nos processos de tomada de decisão, porque não podemos adiar o país por mais tempo.