A Comissão Política do Bloco de Esquerda defende que a resposta à crise pandémica exige tanto medidas sanitárias como medidas económicas e de proteção social. Leia aqui a resolução aprovada.

A pandemia do coronavirus provocou o colapso do turismo e a paralisação de muitos setores da economia. Para já, o importante é travar os despejos e assim evitar que as pessoas fiquem sem teto. Mas o regresso da crise global exige uma resposta que passa pela defesa do direito à habitação e pelo controlo dos preços especulativos. Dossier organizado por Luís Branco.

Dívida, fraco investimento e crescimento medíocre. É sobre este pano de fundo que se abaterá a tempestade económica causada pelo Covid-19. Neste artigo, Mariana Mortágua fala do impacto da crise e das hesitações do comando da União Europeia.

A coordenadora do Bloco confrontou o primeiro-ministro com a necessidade de requisição civil para garantir combate ao Covid-19. Catarina Martins questionou ainda sobre despedimentos, participação da banca no esforço nacional, extensão de apoio para cuidar de crianças além da Páscoa e apoio para cuidar de idosos e pessoas com deficiência.

Manifestação contra o G8, maio de 2011. Foto de Guillaume Paumier/wikimedia commons.

Em fevereiro de 2009, Daniel Bensaid interrogava-se se a saúde poderia ter um preço, tal como o conhecimento, ou se existe um direito incondicional ao alojamento ou educação. Colocava assim questões fundamentais sobre o processo de destruição neoliberal dos serviços públicos e da lógica de bens comuns.

Os apelos para que as pessoas ficassem em casa tiveram resposta positiva. A esmagadora maioria das pessoas está a acatar responsável e solidariamente as orientações da Direção Geral de Saúde.

Em entrevista à RTP, Catarina Martins falou do momento difícil que atravessamos, elogiou o esforço incansável dos profissionais de saúde e de muitos outros trabalhadores. Apresentando propostas concretas, frisou que é preciso “não deixar que se perca emprego, salário e rendimento das famílias”.

Governo anunciou esta sexta-feira novas medidas. Para Marisa Matias, condicionar o crédito às empresas à manutenção do emprego é insuficiente, já que esta tem de ser uma condição para qualquer tipo de apoio. “Enquanto não se proibir o despedimento, estaremos a permitir que avance o desemprego”, alertou.